altavam dez minutos para as oito horas da manhã, o comprido hall do hotel Europa ainda estava iluminado unicamente pela luz artificial. Enquanto baixava as escadas escutava a voz da recepcionista falando em um inglês perfeito. Um homem se despedia en euskera. Mila esker, eta barkatu(
2) . Quando punha o pé no último degrau, uma figura masculina com sobretudo gris caminhava cara a porta principal. Saiu à rua S. Martin, procurou alguém mirando à dereita e à esquerda, consultou o seu relógio e regressou ao recebedor. Foi sentar numa das cadeiras Luís XV junto à porta principal e abriu o jornal. Reconheci àquele homem. Fiquei ali, aferrada no corrimão, incapaz de dar um passo. Reagi com muito esforço. O espelho do corredor devolveu-me a cara duma mulher espantada, tremulavam-me as pernas e um enjoo subiu-me à boca. Quando consegui chegar até o balcão da recepção, entreguei as chaves do meu quarto. Apenas eu escutei o Egunon(
3) que consegui articular. Respirei profundamente, havia de me serenar assim que pensei no meu filho, era um truque que jamais me falhava.
Recorri lentamente os escassos metros que me separavam dele, ainda teve tempo para mirar-me noutro espelho do corredor, a cara estava agora mais composta. Ele já não lia o jornal, fitava-me abrindo muito aqueles olhos que recordava pequenos, tinha a frente cheia de rugas e a boca aberta. Igual que me tinha passado a mi, não conseguia mover-se, chegou a pôr as mãos nos braços da cadeira para pôr-se em pé, mais ficou tudo na intenção. Como eu já levava vantagem, acerquei-me ao tempo que pensava "calma mulher, ele também está impressionado". Falei eu a primeira: tens tempo para um café?. Disse assinalando ao fundo do corredor.
O timbre das onze horas tocou silenciando ao professor de latim. Apanhei a carteira e sai às presas da aula. Baixei as escadas ao trote até o primeiro andar. No café flutuava já uma leve capa de fume mais ainda não estava muito concorrido. Procurei às companheiras com as sempre tomava o café. Duas, que estudavam C.O.U., escutavam com muita atenção a um moço de aspecto estrangeiro que não reconheci. Saudei antes de me sentar, mas ninguém parecia escutar-me. Com o tratado de 1921 os vinte seis condados do sul de maioria católica criam o Irish Free State, o Estado Livre de Irlanda, enquanto Reino Unido reteve os seis condados industrializados do Norte, quatro de maioria protestante e dos com maioria católica. Surpreendeu-me que ainda que, com sotaque inglês conseguira expressar-se tão bem em galego.
Fiquei muito interessada por aquele homem de comprido cabelo açafrão, olhos pequenos de cor azul quase transparente e pele muito branca cheia de lunares. A minoria católica do Ulster foi discriminada, foram excluídos da administração pública e acediam só aos piores trabalhos. A R.U.C, policia protestante, e os grupos paramilitares recriminavam-nos. O tema da Irlanda colonizada por os ingleses era um dos meus favoritos, nas tertúlias tínhamos falado muito sobre as concorrências políticas entre a Eire e a Galiza. E que nos podes explicar do domingo sangrento, como foi em realidade? Espetei-lhe sem deixa-lo acabar a frase. Parou de falar e fitou-me sem dizer uma palavra. Senti-me tão intimidada que não podia manter a mirada. Desculpa, o meu nome é George McIvor e o teu? Ainda que o tono de voz era cordial, me incomodou tanto que corei até as celhas. Chamo-me Sara, sinto a intromissão. Quando fui capaz de levantar a mirada, apreciei que agora era ele o que baixara os olhos tentando dissimular a cor vermelha das faces. Acho que todas as pessoas de Derry estávamos o 30 de Janeiro do 72 na rua, havia mulheres com crianças, curas, monjas, jornalistas, políticos e sindicalistas.
Seguíamos o camião dos alto-falantes tentando ignorar ao exército. O tom da sua voz era trágico. Ainda que me mirava a mi, tinha a mirada perdida nas lembranças. Os distúrbios começaram a altura das 15,30 horas quando um grupo de adolescentes começamos a tirar pedras contra o segundo batalhão porque nos obrigaram a mudar o roteiro da manifestação. Em dez minutos contestaram com gás e agua. Por volta das quatro horas alguém disparou um único tiro. Um dos organiçadores anunciava pelo alto-falante que começara a reunião no canto livre da cidade. Os blindados apareceram e os pára-quedistas saíram dos veículos para deter aos manifestantes e, de repente, abriram fogo contra a multidão. Vi a três amigos caírem de imediato, um dos feridos, tentava cobrir-se deixando um regueiro de sangue pelo chão. As pessoas corriam com as mãos na cabeça ou se tiravam à terra. Os atiradores emboscados abriam-se passo disparando também a quem levavam guardanapos brancos e a sacerdotes que davam a extrema unção.
Atalhamos pelo hall do hotel e atravessamos o restaurante para ir ao café. Havia quatro pessoas no balcão lendo os jornais da manhã e unicamente duas mesas estavam ocupadas. Sem dizer uma palavra, os dois fomos sentar ao lugar mais afastado, um na frente do outro. George tinha um aspecto muito diferente ao de 1981, mudara o pantalo vaqueiros por um fato, os sapatos esportivos por uns reluzentes Martinelli, o cabelo alaranjado era agora curto e penteado para atras. Como podes estar mais guapa ainda?. Aquele sorriso si que era exactamente igual, adorável. George, tenho pensado muito em ti. Colheu-me a mão e a levou aos lábios. Invadiu-me a mesma frouxidão de então, era o homem mais doce que tinha conhecido. Também eu, Sara. Quando me detiveram achei melhor não implicar a ninguém de Santiago. Enquanto me falava, acariciava-se o rosto com a minha mão e beijava-me a palma. Pouco depois da tua volta a Derry, a minha família foi viver a Boiro e preferi ficar em Santiago compartindo piso com outras companheiras do instituto. Soube pelo Daniel o da tua detenção. Chorei durante semanas. Ao não ter notícias tuas esteve tentada de ir a Irlanda. Tirarom-mo da cabeça. O camareiro acercou-se timidamente. Egunon, badakizue zer nahi duzue? kaixo, guk bi cafesne nahi dugu, mila esker(
4). Lembro que no 81 me tinha explicado que aprendera a falar a minha língua com um amigo filho de galegos. E como é que também sabes euskera?. Apanhou a cadeira e chegou-se muito a mi. Sem responder a minha pergunta, acercou-se lentamente e bicou-me, primeiro na face e depois me procurou os lábios. Tremulava como então, ou pode que ainda mais.
O timbre volveu a tocar, passara já meia hora do descanso. Então George, até as duas na praça Cervantes, o meu irmão também almoçará connosco. Sara, contamos contigo também, já temos mesa reservada. Fiquei soa com ele, estava agitada, não sabia que dizer. E tu não tens aulas Sara? Quando escutei o meu nome da sua boca mexi-me na cadeira dissimulando o nervosismo. Não tenho até as cinco. Sentia a necessidade de estar com ele. Eu pensava passear pela zona velha, é a primeira vez que venho a Santiago. Tenho quase três horas até o almoço com os do E.R.G.A(
5) . Agora sim que me fitava sorridente, havia cera ansiedade na sua voz. Não trouxe a câmara de fotos, moro em casa do Daniel, o irmão da Rosa, se me acompanhas, acabo a história do Sunday Bloody. Não duvidei. Encantada, é realmente interessante. Passeai-mos pela parte antiga de Santiago falando do que representou aquele domingo na história posterior de Irlanda. O pai era membro da N.I.C.R.A(
6) . A sua irmã recebera um tiro, não chegou a morrer mas ficara emocionalmente ferida para sempre.
Tinha os olhos cheios de lágrimas. Sou um desses homens que chora. Ainda é hoje o dia que veio os mortos semeados pelas ruas e ouço os lamentos dos feridos.
Foi um impulso. Acaricie-lhe o cabelo suavemente e lhe beijei aqueles olhos de água. Prossegui pelas faces húmidas e procurei-lhe os lábios. Depois dum beijo demorado, apertou-me contra o seu peito docemente. Continuamos colhidos da mão até a rua Altamira. O apartamento estava vazio. Fomos ao dormitório a procurar a câmara. Sara, sei que quase não nos conhecemos mas eu... Colhia-me a cara com as mãos tremulas Foi acender a estufa do quarto, eu sentei-me na cama. Quando veio ao meu lado, não teve tempo de lhe dizer que ele ia ser o meu primeiro amante.
Ontem Tony Blair anunciou a apertura duma investigação judicial completa sobre o que ocorreu faz 26 anos. Lembrei-me de ti, do teu interesse pelo domingo sangrento. Pensei incluso em aproveitar esta visita a Donostia para chegar-me até Santiago. Aqui estava George depois de tanto tempo, de tanta desesperada espera. O coração me batia com frenesi. Não sei se sabes que trabalho para Amnistia Internacional, as sete da tarde intervirei numa conferencia na Faculdade de Geografia, ficas convidada. Votei-me a rir, não acreditava nas coincidências. Muito obrigada, vejo que tu também não recebeste o tríptico. Sara Seixo: "A necessidade do sindicalismo nacionalista no Estado Espanhol", deve dizer mais ou menos. Estou liberada da CIG(
7). A gente toda se virara cara a nós ao escutar as suas risadas. É extraordinário, imagina-te a nossa cara ao encontrar-mos ali, acho que faria o ridículo. Continuou a rir com sonoras gargalhadas. Olhou para o relógio na parede do café e se incorporou precipitadamente. Desculpa Sara, esqueci que um amigo irlandês que mora em Donostia combinara comigo para o pequeno almoço, não estava certo de poder vir, mais vou perguntar à recepção. Bicou-me outra vez com meiguice antes de sair. Já não era aquele jovem de vinte-e-um anos, calculei que devia andar pelos trinta e oito, tinha um aspecto mais sólido que o fazia ainda mais atractivo.
Quando chegamos ao restaurante, a gente fez piadas sobre os namoros impetuosos e a união dos povos celtas. Sentia-me muito bem em aquele ambiente, a maioria eram universitários, do instituto eu era a mais jovem. Durante o almoço discutimos sobre a precariedade do nosso Estatuto de Autonomia aprovado o passado ano, das mobilizações contra o bilinguismo, da crispação geral. George interesso-se pelo País Vasco e nós lhe explicamos todo sobre as pressões sobre os nacionalismos, o crescente terrorismo de E.T.A. que chegara as 120 vitimas, os insultos em Gernika ao Rei. Discutimos sobre a fraqueza da democracia, a caída da U.C.D. e a demissão de Suarez,. Havia rumores no ambiente nacionalista de possíveis conversas entre militares e parlamentários para estabelecer um governo de coalizão presidido por um militar. Precisamente hoje, 23 de fevereiro, as cinco da tarde começava a votação de Calvo Sotelo como novo presidente. Eram já as quatro e meia, decidimos ir tomar o café á casa do Daniel. George, durante todo o almoço estivo muito meigo, não perdia ocasião de beijar-me ou colher-me a mão falando-me á orelha: Isto é real, estou em Santiago com a mulher mais maravilhosa do planeta. Perguntava-me muito emocionado se estava arrependida de ter perdido a virgindade.
No apartamento acendemos a TV e conectamos a rádio na emissora da SER. As cinco horas começou a Sessão do Pleno do Congresso, Calvo Sotelo só precisava da maioria simples. George e eu não aguentamos nem dez minutos naquela habitação. Fugimos para o seu quarto entre os risos dos outros. Os nossos corpos procuravam-se como se a paixão fosse a única língua. Tudo estava dito, éramos conscientes de que cada minuto era um de menos na nossa relação.
Regressou muito contente. O seu amigo tinha ligado para o hotel para anular a cita. Temos até as sete para conhecer Donostia. Acompanha-me ao meu quarto, o meu amigo me proporcionour muita informação sobre a cidade. Ao escutar a palavra quarto, lembrei aquela primeira vez. Perguntei-me como seria o seu corpo agora, lembrei a sua pele, o seu cheiro. O desejo estremeceu-me como o fizera então. No elevador apertou-me contra o seu corpo. Rimos ao lembrar que em Santiago ainda não usava sapatos de talão alto e ,para beijar-nos, me punha de pontinhas nos pés. Sara, eu queria perguntar-te, se tu tens alguém, se estas casada. Hesitava e me apertava a mão até fazer-me mal. Beijei-o longamente. O elevador abriu as portas. Estou divorciada e tenho um filho de oito anos. E ti George? Não disse nada até chegar á porta 42. Eu nunca mais me apaixonei por ninguém, já sei que parece estúpido mais é a verdade, ao principio pensei que era por causa das viagens, depois descobri que sempre procurava outra Sara. Eu chorava, sabia que o meu matrimónio fracassara pela mesma causa. Ele era um bom homem mais não podia sentir nem a sombra da paixão que descobrira com o primeiro amor. O filho era o único autêntico daquela relação, o meu Ismael era o meu único amor desde fazia oito anos. Sara, amor meu, hoje quero eu enxugar-te as lágrimas com os meus beijos, assim foi como começou tudo entre nós. Já não havia volta atrás. Despimos devagar. As bocas procuravam o corpo do outro e as mãos ardiam sobre a pele, reencontrando-se, descobrindo-se. Como se pode viver sem o que mais amas, sem o que mais desejas. Rezava eu num sussurro. Imaginei tantas vezes este instante, este dia era a minha fantasia. Revivi tantas vezes aqueles meses em Santiago. Repasava cada dia, cada hora e cada minuto para não esquecer nada. O teu corpo, a tua mirada, a tua boca. Ti Sara, sempre ti.
As duas da tarde telefonamos para pedir o almoço. Éramos incapazes de baixar até o restaurante. A praia da Concha, Ondarreta, o monte Igeldo, a ilha de Santa Clara, tudo nos esperava lá fora mas, até as sete da tarde, nós havíamos de recuperar dezassete anos.
Mais tarde escutamos os berros dos companheiros a chamar por nós. Saímos precipitadamente, quase sem roupas, alarmados por aquela histeria. Olha, Sara e ti também George, assim é como se resolvem os problemas nesta democracia de merda. O Daniel indicava a TV Não podia acreditar o que ali se via: os guarda-civis entraram no hemiciclo e um deles apontava cunha pistola contra o presidente da Câmara, Landelino Lavilla. Soam disparos, o tenente coronel berra: que ninguém se mova, todos ao châo! O George parecia não entender o que estava acontecendo em Madrid. Repassava uma por uma as nossas caras e perguntou o ue isso podia representar para nós.
Escutamos a gente a gritar na rua. O telefone da casa soa e todos corremos a desliga-lo. O Daniel vai retransmitindo: São os de Vigo, querem deitar os papeis à ria, perguntam que faremos nós, os de Comissões estão à espera do que digam em Madrid. Os gritos da rua eram mais fortes: Militares al poder!, Fachas! Viva à democracia! Interromperam a retransmissão na TV com o programa "300 millones". Na rádio estatal escutava-se música militar. O telefono era o único enlace com o estava a passar: em Valência um tal Milans del Boch decretou o estado de excepção, um comunicado está a passar na rádio cada meia hora. o fim. Falávamos todos atropelando uns aos outros. O Daniel ligou aos amigos da UPG. O timbre da porta tocava. Amigos, conhecidos e outra gente que não tinha visto nunca entravam ou saiam. Alguém lembrou-se de telefonar aos pais.
George estava muito preocupado. Pensou em Irlanda e nas frequentes detenções nocturnas. Teve medo por nós. Parecia outra pessoa, virou muito grave e seu rosto enrugou como o dum velho. Falava com o Daniel em voz baixa instruindo-o sobre como reagir neste tipo de situações. Falavam do conveniência de sair do pais.
Ás oito da tarde o telefone anuncia que os tanques ocupavam as ruas de Valência. Não precisávamos saber mais. Os oito que almoçáramos juntos nos reunimos no quarto de Daniel para votar o plano de fugida. O tio de Rosa tinha um barco em Muros, tentaríamos chegar a Portugal.
Às dez e meia una telefona um catalão, Jordi Pujol divulga na RNE que em Catalunha há normalidade. Volta a esperança ao grupo. George senta de novo ao meu lado, nos abraçamos muito forte. Ambos sabiamos que é o fim do nosso romance, quem sabe onde estaremos amanhã. Alguém recolhe dinheiro para ir comprar vinho e alguma coisa para comer, a noite será longa. Outro aponta que será difícil encontrar hoje uma taberna aberta.
Sobre as onze a primeiro canal da T.V.E. anuncia uma alocução do rei sem fixar hora.
A uma e vinte, o Rei Juan Carlos aparece numa gravação na Zarzuela vestido de militar e acompanhado da família: "… La Corona, símbolo de permanencia y unidad de la Patria, no puede tolerar en forma alguna acciones o actitudes de personas que pretendan interrumpir por la fuerza el proceso democrático que la Constitución votada por el pueblo español determinó en su día a través de referéndum". A euforia apoderou-se de todos nos. É a primeira vez que me alegro de escutar à monarquia espanhola ainda que sinta nojo de tanta unidade da pátria e tanto povo espanhol. Disse-lhe a George depois dum intenso beijo de felicitação. Calma Sara, isto ainda não está resolvido. É melhor esperar, ainda há muita noite por diante. Por volta das quatro nos despertou o telefone. Daniel sorriu por primeira vez em toda a noite As tropas se retiram das ruas de Valência.
Mais calmos, decidimos ir para o quarto de George, não adiantávamos nada dormitando no sofá. A pesar da gravida do que estava acontecendo, fizemos o amor com a paixão de não saber si seria essa a última vez.
Quando acordei os sinos da catedral tocaram nove vezes. George já não estava na cama. Vesti-me a toda pressa cheia de medo. Atopeino na cozinha a preparar café. Queria levar-te o pequeno almoço à cama.
O Daniel baixara já a comprar a prensa: "Diario 16" e "El País" falavam com cautela do Golpe, "ABC" tinha em portada a fotografia do Coronel Tejero rodeado de guarda-civis no momento de interromper a sessão do Congresso.
Às 09:45 h. confirma-se que onze guarda-civis entregam-se saltando por uma janela enquanto, os que rodeiam o prédio, ajudam e convidam a sair aos insurgentes arrependidos. Por volta das 12 h. começam a sair os deputados do Congresso. Passado o meio-dia e rodeado de altos mandos, Tejero se entregava na Direcção Geral da Guarda Civil. Perto da 13 h. a o Estado Maior comunica que "se ha resuelto favorablemente el asalto al Palacio del Congreso de los Diputados y en estos momentos reina la normalidad en toda España".
Notas:
1Ao pronunciar esta frase podemos regressar da viagem astral a Tir na mBan (a Terra das Mulheres) segundo a espiritualidade céltica.
2 Muito obrigado, e desculpa.
3 Bom dia.
4 Bom dia, sabeis o que quereis? Olá, queremos dos cafés, muito obrigado.
5 Estudantes revolucionarios galegos.
6 Asociaciação de Dereitos Civis do Norte de Irlanda.
7 Confederação Intersindical Galega.
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